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Em memória Pr. Jonas da Lapa

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NOSSA VISÃO DE ADORAÇÃO

"No entanto, está chegando a hora e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade".
(João 4: 23-24)

Por muitos anos, tive uma visão errada do que seria este verdadeiro adorador, achava que cantar com emoção, com perfeição, com muita vontade agradaria a Deus e demonstraria a verdadeira comunhão que tenho com Ele.

Eu fui percebendo que as canções que entoamos na maioria de nossas igrejas, se trata de nossos desejos pessoais e frustrações que tivemos pelos percursos da vida, quando as canções estão centralizadas em nós e não em Deus, por exemplo, pedido de restituição, de renovação, de cumprimento de promessas, etc. O que está sendo cantado em nossas igrejas são os pedidos que anteriormente eram feitos em nossas orações. Será que o Senhor estava dizendo que era desta forma que um verdadeiro adorador deveria adorar?

Quando medito no texto percebo que a adoração que devemos demonstrar não é carnal, mas é uma adoração espiritual, então entendo que Deus não está procurando a adoração de pessoas que vivem segundo as suas vontades, mas segundo a vontade de Deus.

Medite um pouco e você vai perceber que as liturgias que estão sendo aplicadas dentro de nossas igrejas estão sendo direcionadas ao povo e não cultos de adoração a Deus.

Quando Jesus foi tentado no deserto, o inimigo ofereceu algumas coisas e colocou em prova outras coisas, se trouxermos para o dia de hoje, teríamos caído em todas as suas propostas, vejamos:

“Se és o filho de Deus, manda esta pedra transformar-se em pão” (João 4:3).

E se esta pergunta fosse feita para nós?

Para mostrar que temos fé e que somos espirituais, mandaríamos as pedras se transformarem em pães, porque somos filhos de Deus e temos o poder de fazer todas as coisas, diríamos algum texto bíblico para reforçar esta posição, como “O SENHOR É O MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ”, e muitos outros faríamos até campanhas para isto. Veja mais:

“Eu te darei toda autoridade sobre eles e todo o seu esplendor, porque me foram dados e posso dá-los a quem eu quiser. Então se me adorares, tudo será teu”. (João 4:6-7)

Hoje com esta teologia da prosperidade que tem sido pregada na maioria de nossas igrejas, o inimigo facilmente usaria a boca de um líder destes, para oferecer ao povo todo este poder e riqueza, e todos nós poderíamos cair nesta tentação.

“Se és o filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Pois está escrito: Ele dará ordem a seus anjos a seu respeito para o guardarem; com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra”. (João 4;9,10-11)

Eu posso dizer com a maior convicção que se nós não caíssemos nas primeiras tentações, esta com certeza nós cairíamos, porque a arrogância e soberba que tem dominado as pessoas dentro de nossas igrejas dificilmente passariam por esta tentação. A competitividade é muito presente dentro das igrejas de nossa geração, e muitos por serem filhos do Pai acham que podem enfrentar qualquer desafio, que podem fazer o que quiser que o Senhor vai lhes respaldar, é um grande engano.

O verdadeiro adorador, é aquele que se relaciona profundamente com o Pai, que têm prazer em estar na Presença de Deus, que se deleita Nele, que O ama intensamente, e isto, flui do seu interior, do seu coração diretamente para o coração do Pai. A adoração verdadeira não é um relacionamento superficial que se limita apenas a danças, cânticos ou brados. A pessoa adoradora por viver na presença de Deus é transformada em sua essência e portanto produz o belo fruto do Espírito Santo: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, gentileza, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra estas coisas não há Lei”. (Gálatas 5:22-23)

As nossas igrejas estão cheias de carnalidades, disputas e competições para vermos quem é o melhor, sendo que as palavras de Jesus a respeito disto é que os maiores seriam os servos. Hoje em nossas igrejas poucos são servos e muitos querem aparecer para assim receberem honra de homens.

Creio que o Pai está procurando pessoas que ao abrirem sua boca possam intimidar o inferno, mas para que isto aconteça é necessário que tenhamos o Amor de Deus, a Alegria de Deus, a Paz de Deus, Paciência de Deus, a Gentileza de Deus, a Bondade de Deus, a Fidelidade de Deus, a Mansidão de Deus e o equilíbrio de Deus, só assim podemos oferecer ao Senhor a verdadeira adoração, adoração em Espírito e em verdade.

Pr. Marlon C. D. Góes Cunha

Pastor presidente